| CONVERSANDO COM
|
ENTREVISTA COMPLETA concedida por BHAGAVAN SRI SATHYA SAI BABA ASHRAM DE PRASHANTI NILAYAM, ao Grupo Brasileiro, Coordenado por DANIEL CANSANÇÃO. |

No dia anterior três componentes do grupo sonharam que teriam a entrevista. Ao amanhecer, diante de uma foto de Lahiri Mahasay o dirigente espiritual do Grupo, Daniel suplicou que fosse concedida a entrevista.
A entrevista foi solicitada por Bruno, que estava na fila da frente dentro do Mandir e concedida por Swami Sathya Sai Baba, que perguntou quantas pessoas compunham o grupo e Bruno respondeu que eram dezenove.
Setembrino foi buscar Cabral que não se apercebeu da concessão da entrevista, por estar sentado ao lado de uma coluna que impedia a visão. Por sorte ainda conseguiu ser recebido.
Antes de entrar na sala de entrevista, SWAMI se aproximou do grupo e perguntou às mulheres quantos eram. Elas responderam dezenove. Sai Baba conferiu e verificou que estavam presentes somente dezessete. Retirou-se e fez entrar dois indianos para completar o grupo. Roberta e Prema, não foram ao Darsham, perdendo a entrevista.
Os componentes do grupo entraram e sentaram dentro da sala principal no Mandir. Separados homens para um lado e mulheres para o outro, foi dado início o diálogo com SWAMI.
A entrevista foi realizada em duas partes. Uma coletiva e outra individual.
ENTREVISTA COLETIVA:
Estavam presentes no grupo 17 brasileiros e mais 2 indianos. Inicialmente Swami se dirigiu a um dos indianos perguntando pela sua mulher. O indiano respondeu que ela estava internada no hospital e que os médicos queriam mandá-la de volta para casa. SAI BABA sugeriu que era melhor que ela voltasse para seu lar, porque no hospital estavam dando a ela muitos remédios pesados, e fazendo um movimento circular com a mão direita materializou um lindo colar de prata com uma medalha, deu-lhe e mandou colocar no pescoço de sua esposa. Em seguida o indiano ofereceu-lhe uma carta e um CD de sua autoria, falando alguma coisa sobre a capa do CD, ao que Swami replicou dizendo que era um desenho e não uma foto, colocando o CD sobre um monte de cartas que estavam no seu lado esquerdo.
Ainda conversando com o pre-falado indiano sobre a doença de sua esposa, com movimento circular da mão direita materializou um lindo recipiente de prata com a tampa toda trabalhada, colocando a mão sobre a tampa, deu algumas pancadinhas e abriu-a. A pequena jóia estava completamente cheia de Vibhutti, na forma circular, obedecendo a curvatura de sua parte externa. Em seguida fechou a caixa e antes de dar ao rapaz, tirou o envelope da carta que o indiano lhe havia dado, colocou o cordão de prata e a caixinha cheia de Vibhutti dentro do referido envelope e deu-Ihe dizendo que desse pequenas doses de Vibhutti com água, leite ou suco à sua mulher. O indiano lhe informou que sua esposa estava entubada, havia feito uma traqueotomia. BABA disse: pela boca não é bom colocar Vibhutti, perde a sua força, em razão do estado dela. SWAMI mandou que ele colocasse no olho Crístico e na altura do coração, em cima do timo. Em seguida, dirigiu-se a outro indiano, falando em télugo, razão porque não houve tradução.
Prosseguindo, SAI BABA materializou grande quantidade de Vibhutti colocando inicialmente na mão de Verena, distribuindo depois para todas as mulheres presentes. Jogou o restante sobre os homens, sentou-se em sua cadeira, dando início a entrevista com o grupo brasileiro.
Todas as pessoas que levaram cartas entregaram naquele momento à SWAMI. Ao sentar-se, o lenço caiu no colo de Daniel, que estava colocado ao lado direito de sua cadeira e BABA pediu a devolução do mesmo. Em seguida perguntou a Maria Helena porque estava triste. Ela disse que não estava triste e Ele perguntou seu nome, e Bruno, o tradutor, disse que se chamava Maria Helena, ao que SWAMI repetiu o seu nome e sorriu. Aracy pediu a Sai Baba uma benção pela saúde de sua filha, e Baba disse: espere.
SWAMI, dirigindo-se ao grupo, perguntou por que vieram e o que estavam buscando? De uma maneira generalizada a resposta apontou para a busca do amor, de sua presença Divina e de suas Bênçãos. À semelhança de uma mãe, BABA falou que não era necessário esta vinda, porque Ele estava no coração de todos; que todos eram Ele. Em seguida, com um gesto de profunda humildade, atitude que só os Grandes Seres externam, pediu desculpas pelo desconforto que nós nos encontrávamos, considerando, inclusive, a distância de onde nos havíamos deslocados e falou que não devemos dar muito conforto ao corpo e nem nos preocuparmos muito com ele, pois o corpo é uma bolha, fadada a desaparecer de um instante para o outro, e que isso ocorreria com Ele e conosco também. Acrescentou mais, que o ser humano não era essa bolha e muito menos sua mente. Que não se deve obedecer ao corpo e nem a mente, pois a mente se assemelha a um macaco enlouquecido. Devemos procurar a Paz em nosso coração, onde se encontra a Centelha de Deus.
Perguntou aos presentes qual era a finalidade dessa busca de Deus. Pelo grupo, como intérprete, Bruno respondeu: que a finalidade da vida é a realização do Cristo em nós, ao que SWAMI aprovou. Continuando BABA falou sobre a importância do cumprimento do Dever (DHARMA) de cada um individualmente. Enfatizou o respeito que devemos ter com nossos pais, nossa família e todos os seres da natureza, declarando que todo Amor deve ser impessoal e inegoísta. Sentenciou que devemos usar a energia do Amor em tudo que fazemos. Falou de maneira acentuada que nós tínhamos que esquecê-lo, que todas as formas são transitórias, vendo apenas DEUS no interior de nosso Ser e de nossos semelhantes. O homem geralmente procura esquecer o Espírito, que é a sua realidade, obedecendo a mente e o corpo, e criando uma analogia com a vida, em sua esfericidade, afirmou: a mente é o cavalo, o corpo a carroça, e o cocheiro o SER. Não se deve jamais colocar a carroça adiante do cavalo. O cocheiro, que é o SER, ao fazer isto perde o equilíbrio e a harmonia de sua realidade Divina.
ENTREVISTA INDIVIDUALCOM OS MEMBROS DO GRUPO: |
Sr. Cabral: Swami perguntou como ele estava e qual era o seu nome? Cabral respondeu, José Cabral. Baba, perguntou pelo seu terceiro nome, dizendo-lhe que faltava o nome de seu Pai, tendo Cabral confirmado a realidade. Swami pediu-lhe que se reconciliasse com seu pai.
Sr. Setembrino: Baba falou: Você está fazendo um bom trabalho. Setembrino respondeu que estava desenvolvendo um trabalho com crianças, que era pequeno: ao que Swami respondeu que preferia qualidade à quantidade. Que continuasse, pois seu trabalho estava bom.
Sr. Jorge Suppa: A seguir, dirigiu-se ao Jorginho, dizendo que estava na hora de trabalhar. Jorge disse a Swami, que trabalhava pouco. Que ajudava sua mulher e dava aulas. Swamí disse que todos além do trabalho normal, devem prestar serviço desinteressado a sociedade. Que servir é uma oração devocional.
Srta. Perpétua: Baba perguntou porque você está triste. Perpétua demorou a responder, ao que Swami replicou: Você está muito feliz.
Sr. Bruno: Bruno, dirigindo-se a Swami, disse: O Senhor no ano passado, no correr da entrevista, disse que queria falar comigo a sós. Continuando disse Bruno que não tinha pressa, pois sabia que tinha a eternidade para conversar com Ele. Ao que Baba sorriu e disse que era isso mesmo.
Sra. Verena: Voltando-se para Verena, SWAMI perguntou: Como está seu marido? Ela respondeu que estava bem. Ao que Swami interviu dizendo: não é verdade. Você tem muito atrito com ele. Ela confirmou e Baba então lhe disse que abrigava pensamentos negativos com referência ao seu casamento. Aconselhou-a a não fazer isto, dizendo que no coração das pessoas casadas, só cabe um. Acrescentou: o coração não é um sofá de dois lugares que se pode trocar as pessoas, quando se deseja.
Sra. Aracy: Mostrando um retrato de sua filha, pediu-lhe uma benção para sua saúde. Swami abençoando a foto, fez movimentos circulares com sua mão direita e materializou um lindo anel de prata, com o símbolo OM, colocando no em seu dedo. Aracy muito emocionada, tocou em seguida os pés de Swamí.
Sr. Daniel: Sentado ao lado direito da cadeira de Swami, de vez em quando Sai Baba, colocava a mão em seu ombro e sua cabeça. A seguir Swami levantou-se da cadeira e num gesto carinhoso pegou-o pelas mãos, como se fora uma mãe ajudando um filho a levantar-se, e disse a Daniel: venha comigo, dirigindo-se a sala contígua. Daniel pediu a Bruno para acompanhá-lo como tradutor. Baba perguntou a Daniel pelo anel. Mandou que tirasse do bolso, examinou detalhadamente a pedra, colocando-o por duas vezes em Seu dedo anular e perguntou onde ê1e havia adquirido essa pedra, ao que Daniel respondeu que tinha sido em Cristalina, cidade próxima a Brasília. Daniel pediu a Swami que colocasse sua efígie dentro da pedra. Swami sorriu, bateu duas vezes na pedra, abençoando-a e mandou guardá-la. A seguir saiu da sala e convocou o grupo brasileiro para entrar com Ele.
REUNIÃO DO GRUPO BRASILEIRO NA SALA RESERVADA: |
Dentro da sala reservada, chamou o Jorginho e deu-1he dois tapinhas em seu rosto e lhe disse: você é muito levado. Perguntou se tinha filhos. Jorge respondeu que não. Baba perguntou-lhe se queria ter filhos, ele respondeu que sua mulher já não era nova, nem ele, e que não queriam ter filhos. Baba deu-lhe novo tapinha de agrado e disse-lhe que não havia idade para se ter filhos.
Dirigiu-se depois à Verena perguntando se gostaria de ter um filho? Verena contirmou que sim. Baba disse, que lhe mandaria um filho. Se queria menino ou menina. Verena respondeu, deixo a critério do Senhor. Swami afirmou que lhe mandaria uma menina. Com movimentos circulares de sua mão direita materializou um lindo anel de prata, com raios em volta do símbolo do OM em ouro, colocando em seu dedo.
Em seguida, pediu aos brasileiros que saíssem e o aguardassem na sala anterior, dizendo que voltaria a falar com cada um em particular.
Baba chamou o segundo indiano para a sala reservada, e deu-lhe uma entrevista particular falando em télugo.
Neste interregno, Daniel pegou o lenço de Baba e colocando na testa fazia orações e estava feliz. Quando Baba saiu da salinha, vendo-o com o lenço na testa, deu-lhe um tapinha de agrado na cabeça, chamando-o de volta para o convívio de todos e mais tapinhas no ombro e com a mão direita e dedos unidos fez uma fricção no peito de Daniel a altura do timo (Chakra cardíaco).
Em seguida, sentando-se na cadeira por breves instantes, levantou-se dizendo: acompanhem-me, e como um Pastor saiu à frente de seu rebanho, repetindo que voltaria a falar futuramente com todos os presentes em particular. E assim, distribuindo os saquinhos com Vibhutti a todos os presentes, encerrou a entrevista que teve a duração de trinta e cinco (35) minutos.
Observação: Esta entrevista foi produzida no mesmo dia por Perpétua, Bruno e Daniel, e conferida por alguns componentes do grupo.
Componentes do Grupo Brasileiro:
Daniel, Perpétua, Bruno, Cabral, Algem, Aracv, Marisa, Neusa, Angela, Maria Helena, Setembrino, Rosa, Verena, Margarida, Nominato, Jorginho, João e dois indianos.
Prashanti Nilayam, 27 de janeiro de 1995.
Texto © Daniel e Perpétua Cansanção
| VOLTAR 4ª GALERIA |
| 1ª GALERIA | 2ª GALERIA | 3ª GALERIA |
| 4ª GALERIA | 5ª GALERIA | ENTRADA |