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INDOMÁVEIS OLHOS AZUIS
Conheça Íris , irresistível e forte, até nos momentos em que parecia à beira do fracasso Nada, neste mundo, é capaz de dobrar uma pessoa que já foi surrada com fio-de-ferro-de-passar-roupa sem derramar uma lágrima. Um dia, a adolescente Íris segurou o braço da mãe, que empunhava o fio, e avisou que ninguém mais levantaria a mão contra ela. Os belos olhos azuis mostravam, pela primeira vez, que podiam emitir mais que sinais de concordância, tristeza e pânico. Aprenderam também a lançar faíscas e, depois, tornaram-se mestres em incendiar corações. Foi fácil descobrir a sua vocação: advocacia. A excelente oratória, a argumentação lógica, o perfeito conhecimento das leis, a coragem, às vezes, de enfrentar uma cidade hostil, em defesa de réus considerados sem a menor chance de absolvição - tudo isso, emoldurado por um corpo sensacional e aqueles olhos profundamente convincentes -, tornaram-na, muito cedo, uma vencedora nos tribunais. Mas, a batalha mais difícil acontecia dentro de sua própria casa. Ao descobrir que o primeiro marido, um vadio, era também gay, a decepção com o pai, que havia deixado a mulher e a filha, ainda pequena, tornou-se uma lembrança menos amarga. A bela Íris podia contar nos dedos os parentes confiáveis espalhados pelo Paraná, por São Paulo e Minas. De vez em quando, refazia as contas e constatava que o número ainda era menor. Muito cedo, percebeu que nem na própria mãe podia confiar, e concluiu que o pai tivera bons motivos para fugir de casa. No entanto, nenhum obstáculo foi capaz de impedir que realizasse seus grandes sonhos. Conheça Íris. Irresistível e forte até nos momentos em que parecia à beira do fracasso. Mulher que venceu em um mundo de homens. |
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Lição de Adeus Para Ler e Guardar no Melhor Lugar do Coração A personagem Íris, de Indomáveis Olhos Azuis, descortinou a valentia de uma mulher que, desde a infância, encontrou os percalços de seus pais desajustados e, por isso, foi largada a uma convivência promíscua com familiares invejosos e aproveitadores, que dela se valeram para curtirem o ócio ou obterem complacência a sua tibieza. Made self woman, a eles serviu de marcante contraste, pelo brio, pela tenacidade, pela férrea capacidade de trabalho. Janine Fanucchi projeta agora a figura de Laura, na qual se acumula típica matriarca do sertão e doutora de metrópole, que altera a escrita no livro do destino de seu filho Flávio. Com bondade igual à rigidez de caráter, Laura tenta convencer o filho do engano dos parentes fúteis e dos falsos amigos. De que não é possível progredir sem esforço e objetividade. Flávio brada a sua independência e é arrastado pelas ilusões. Mal raríssimo sobrevém e coloca-o em radical encruzilhada, abrindo-lhe os olhos para os verdadeiros valores da vida. Aí entra a tolerância e a compreensão da mãe amorosa - sentindo-se a única mãe do mundo - que injeta forte energia no filho enfermo, para enfrentar, com dignidade, o infortúnio da doença e adquirir enorme vontade de viver. Desconhecidos do asfalto paulista estendem-lhe as mãos e concedem-lhe o acalento da solidariedade despretensiosa. Entre os familiares, que participam do drama, desfilam personagens variados. Colocam-se em torno de Laura parentes com os piores defeitos. Mas, dentro de casa, há uma família unida e cheia de amor. O sofrimento é como luz purificadora que faz crescer em Flávio sua confiança nos homens de bem, a fé no poder de Deus e a esperança de vencer incríveis dificuldades. Tudo isso transmite ao jovem de hoje a deliberação de acreditar na experiência de pais bons e amigos, sem ser à custa de desnecessárias provações, e faz de Lição de Adeus um livro excelente. |
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